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Dicas para afinar sua bateria, por artistas da Zildjian® Brasil!
21/06/2017

Problemas para afinar sua bateria? Receio de estragar suas novas peles? Dúvidas como essa permeiam muitos bateristas. Afinar uma bateria não é uma tarefa tão simples assim, mas também não é um "bicho de sete cabeças". Saber como ajustar adequadamente seu instrumento é importante para obter um grande som. Então, antes de sair afinando seu drum-kit, tenha em mente qual é o som que você busca e lembre-se que essa tarefa deve ser aprendida independente do estilo que você toca, e fará parte da sua assinatura musical.

Abaixo você confere dicas valiosas de alguns artistas do nosso cast nacional Zildjian®, para serem lembradas na hora de afinar sua bateria:

Rafael Barata - Independente/Eliane Elias Quartet/Cello Samba Trio
Costumo usar afinação alta, pois gosto de um som mais vivo e pronto quando se toca leve. Para isso, o que gosto sempre é de ter um cuidado especial nas peles de resposta. Pois sua afinação implica na velocidade de resposta lenta ou rápida ao ataque do tambor, sustain rápido ou longo e principalmente na definição do timbre mais grave. Muitas vezes se gasta um tempo na pele de cima, mas a resposta está sempre na pele de resposta.

Guilherme Martin - Viper/TOYSHOP
Tudo que aprendi sobre afinação de bateria foi com meu irmão, o produtor Mauricio Cersosimo, que me fez perder todos os conceitos padrões de afinação que me foram ensinados quando comecei a tocar. Minha filosofia em termos de afinação de bateria, principalmente para gravações vai muito mais de encontro ao timbre do que propriamente a uma nota específica. Para mim, cada bateria tem um "Sweet Spot" em termos de afinação e isso também varia na sala e ambiente em que o kit está, sala mais viva, sala mais morta, etc. Por isso eu tento enxergar a bateria soando como um instrumento único, como uma peça só num ambiente reverberante, e isso faz muito mais sentido do que procurar achar as notas perfeitas para cada música. Até porque, mesmo se afinar no tom podem haver transições harmônicas ou modulações na música levando a afinação a sair fora de novo. Por isso, me concentro muito mais no timbre das peças, seus intervalos e na textura geral da bateria no ambiente, pois isso é o que realmente vai dar vida para a música e para a gravação!

Claudio Infante - Rio Jazz Orchestra/Taryn Szpilman/Jorge Vercilllo
Os Tambores, que desde os tempos ancestrais, são usados para comunicação entre povos, para expressão da musicalidade de civilizações, seja em cerimônias de caráter espiritual, ou festivo, vêm nos acompanhando por milhares de anos. Os recursos para extrair sonoridades mais sofisticadas sempre surgem, seja para a capacidade de projeção de seu som, como na afinação, e é sobre isso que vou abordar rapidamente.

Comparo a afinação de uma bateria, ao tom de voz que usamos para falar com as pessoas, que pode ser desde um sussurro baixinho, até um grito bem alto, sendo que entre esses dois extremos existem várias nuances.

Pontos que precisamos considerar são:

- O diâmetro do tambor
- A pele que dispomos no momento, e o objetivo que queremos alcançar.

Há no mercado modelos e materiais diferentes, que irão afetar diretamente no resultado sonoro, como por exemplo: o fato da pele ser construída com uma camada de "filme" (filme simples) ou 2 camadas (filme duplo), além de outros recursos como as que tem "dots" no seu centro (circunferências de outra camada de filme, sobrepostas no centro da pele) ou ainda as que tem anéis abafadores, furinhos para dispersão de ar etc...Os recursos são muitos.

Sugiro aqui uma idéia, para que se desenvolva uma forma de afinação que usaremos um piano, teclado ou qualquer instrumento harmônico/melódico para uma "consulta" e ponto de partida.

Considerando um kit por exemplo composto de toms 10, 12 e 14 polegadas caixa e bumbo. Vamos começar pelos toms, partindo do tom 1, vamos pegar a nota Ré de uma das oitavas do piano que te agrade como região do piano (sugiro o Ré 4 para um piano real, ou Ré 3 para os teclados menores) e usá-la como referência para esse tambor, apertando ou afrouxando os parafusos de forma oposta, ou seja se está girando o de baixo, o próximo será o de cima que está em frente, e seguir esse procedimento dos opostos pra que a pele desça de forma uniforme, use isso tanto para a pele de cima como a de baixo. Seguindo para o tom 2 escolha a nota Lá logo abaixo do Ré escolhido, e para o surdo a nota Mi sempre respeitando esse procedimento, com isso teremos usado uma afinação em "quartas". Ou seja, notas que tem entre si, um intervalo de 4 toms na escala.

Para as caixas, temos a possibilidade de tocar com uma sonoridade mais "rica" e cheia de harmônicos que se obtêm ao tensionar a pele apertando os parafusos, ou mais grave e profunda se destensionarmos a pele. No caso da caixa a pele de baixo, além de influenciar na tonalidade, também será responsável pela vibração da esteira. O bumbo tem uma outra gama de possibilidades, como manter a pele de resposta inteira, ou fazer um furo para dispersão do ar, e que também é comumente usado para posicionar um microfone. Podemos deixá-lo "vazio por dentro" e explorar a sonoridade que irá ressoar ou usar elementos como espumas e/ou almofadas para amortecer essa propagação. O que é importante deixar claro é que não há uma forma definida como certa ou errada para a sua sonoridade, e a sua admiração por um tipo de som, que alguém tire do instrumento também será uma importante referência. Espero que esses dicas possam ter ajudado.

Igor Willcox - Sophia Abrahão/Bocato/Igor Willcox Quartet/WallBreakers
Dicas para afinar sua bateria:

Eu particularmente gosto que o som dos meus tambores soem bastante, com um decay longo, então tenho preferência por usar peles porosas de filme simples. Para afinar, penso na bateria como um instrumento melódico e assim o afino no intervalo de quartas, assim como se afina um contrabaixo, deixando o som da batera mais musical. Pensando em uma configuração standard: toms de 10",12",14" e bumbo de 20" ou 22" eu afino da seguinte maneira:

  • Tom de 10": G (Sol)
  • Tom de 12": D (Ré)
  • Tom de 14": A (La) ou as vezes uma oitava abaixo do G (sol) que usei no tom 1, para ter um som mais grave.
  • Opcional surdo de 16: E (Mi).

Na hora de colocar as peles eu primeiramente as viro ao contrário para ajudar a "lacear" um pouco, fazendo com que fique mais uniforme nos tambores e assim permitindo que não caia a afinação com o passar do tempo. Faço o aperto dos parafusos por igual, afim de controlar melhor os harmônicos, sempre fazendo cruzado, por exemplo, se aperto o de cima em seguida aperto o de baixo (outra extremidade).

Lembre-se que a afinação do seu instrumento também faz parte da sua assinatura como baterista, portanto, o som é algo muito pessoal, use o seu bom gosto! Abraços e até a próxima dica!

Sallaberry & Friends
Afinação é um tema que pode render publicações inteiras. Em linhas gerais, não existe afinação certa ou errada. O que deve existir é a busca pelo timbre que o agrade. O tipo de pele, de tambor - de microfone, em situações de show ou gravações - e principalmente a forma como o instrumento é tocado são decisivos quando o assunto é afinação e timbre do instrumento. Você pode alterar a afinação de acordo com o trabalho a ser realizado (a pedido do produtor em trabalhos de terceiros ou por sua escolha)... ou simplesmente adotar uma sonoridade única, que será a sua identidade musical, qualquer que seja o trabalho a ser realizado. Tenha em mente que o som que você ouve é diferente do som ouvido pelos outros ou registrado em gravações. O vídeo anexo é um exemplo de como prefiro que meu instrumento soe. Como sugestão, grave, ouça e encontre sua identidade musical. Ela sim é - e sempre será! - O mais importante.

Leo Rodriguez - Artista Solo/Sideman/Educador
Este é um assunto muito amplo e desafiador ao mesmo tempo. No meu ponto de vista, afinação é algo muito particular mas existem alguns fatores que devemos levar em consideração. Venho aqui compartilhar fatores que, me ajudam muito na hora de afinar pois sou pesquisador de sonoridade!

  1. Primeiro ponto a ser avaliado seria o som no qual você irá fazer. Não é uma regra absoluta, mas é interessante levar em consideração o tipo de som que irá fazer para que a música seja favorecida através da escolha certa da afinação dos tambores e também dos pratos.
  2. Agora acredito que antes de pôr as peles novas ou ajustá-las, é bom limpar com um pano seco as bordas dos tambores para que posso colocar as peles no tambor.
  3. No meu caso, gosto muito de afinar meus tambores me baseando pela pele de resposta e não pela batedeira. Faço os ajustes com os dedos quando coloco as peles e depois disso começo usar a chave de afinação e vou cuidadosamente afinando cruzando os parafusos para obter a uniformidade da pele no tambor sem ter ondulações na pele. Depois disso, começo pela pele de resposta fazendo o mesmo processo de afinar cruzando os parafusos, depois vou cuidadosamente só tirando qualquer dúvida com relação a diferença de som pouco a pouco.
  4. Existem muitos produtos no mercado voltados para o controle de sobra de harmônicos na qual em algumas situações não são bem-vindas. Para isso creio que é essencial ter Silver tape ou produtos como Moon Gel, Drum Wallet, Drum Clip na qual podem salvar a pátria além de propor uma sonoridade diferenciada.
  5. Sempre busque uma identidade "Sonora", claro que tendo sempre o bom senso como critério. É muito bom quando podemos agregar na música através de uma afinação única, ou melhor, diferente. Isso pode ser tanto para os tambores quanto para os pratos.

Fabiano Manhas - Educador/Clinician/The Tribe Tools
Uma dica muito importante na afinação é entender como você quer que seu tambor soe, mais seco, com mais ressonância, mais vivo ou mais abafado? Então, você pode partir do princípio que quanto mais você aperta a pele de resposta, menos decay você terá (decay o quanto a tonalidade do seu tambor se sustenta em tempo de duração), quanto mais solta desde que não totalmente, você terá um tambor mais ressonante. Sempre lembrando que: A pele de cima que dará o resultado final e o intervalo de tonalidade entre um tambor e outro. E não se esqueça de apertar os parafusos igualmente em formato de asterisco.

Edu Vianna - Artista Solo e Produtor Musical
Seguem algumas considerações sobre a afinação do seu instrumento e o melhor caminho obter a sonoridade que você deseja dele.

Em primeiro lugar é importante saber que cada kit de tambores e pratos possuem características muito próprias de timbre por conta de suas dimensões e material com o qual são fabricados. Ao escolher um prato, tambores e caixa, temos que estar atentos sobre que tipo de sonoridade estamos desejando e se esta sonoridade está de acordo com o que estamos escolhendo. Muitas vezes vejo músicos querendo extrair uma sonoridade de uma caixa ou de um tambor, o qual, por suas características, é impossível de obter o resultado esperado. Isso pode aplicar-se também à afinação dos tambores de uma bateria. Não adianta por exemplo afinar um bumbo de 20" com uma tensão de pele baixa para que ele tenha um som mais grave e pareça um bumbo de 22". Este tipo de truque não funciona. É importante respeitar os limites de timbres e faixas de frequências de cada tambor. Agindo desta forma, podemos obter sempre uma afinação que possa tirar a melhor sonoridade da peça em questão. Se você quer um som de bumbo mais grave, compre um bumbo com dimensões maiores tanto no diâmetro quanto na profundidade. Isto vale também para tipos de peles, onde peles duplas ou mais grossas produzem uma sonoridade mais grave do que peles mais finas. Pense nisso quando for afinar sua bateria.

Mais informações sobre toda linha de produtos disponíveis ao nosso mercado, visite o site oficial da Zildjian® no Brasil.

 
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